Indústria Aeronáutica
Em 1899, quatro anos antes de Willbur e Orville Wright voarem em um aparelho mais pesado que o ar, em Kitty Hawk, Carolina do Norte, Alberto Santos Dumont, um brasileiro, pilotou um dirigível que saiu da pista do Aero Clube da França, circulou a Torre Eiffel, e retornou para sua base em 29,5 minutos. Foi uma viagem de 11 km. Em 1906, diante de várias testemunhas e grande multidão em Paris, Santos Dumont foi agraciado com o Prêmio "Taça Archdeacon", quando voou em um aparelho motorizado, mais pesado que o ar, por cerca de 250 metros.
Embora o pioneiro da aviação fosse brasileiro, a indústria aeronáutica
no Brasil somente foi implantada com determinação há 20 anos. Atualmente,
o Brasil dispõe de uma das principais empresas aeronáuticas
no mundo, a EMBRAER , líder na fabricação de jatos
comerciais de até 110 assentos. Possui 36 anos de experiência
em projeto, desenvolvimento, fabricação, venda e suporte pós-vendas
de aeronaves destinadas aos mercados globais de aviação Comercial,
Executiva e de Defesa, e é uma das principais empresas exportadoras
brasileiras.
Sediada em São José dos Campos, no Estado de São
Paulo, a cerca de 90 km da cidade de São Paulo, a EMBRAER mantém
subsidiárias, escritórios e bases de serviços ao
cliente na China, Cingapura, Estados Unidos, França e Portugal.
Em 30 de dezembro de 2005, contava com 16.953 empregados e uma carteira
de pedidos firmes que totalizava US$ 10,4 bilhões.
A origem da Empresa Brasileira de Aeronáutica S.A. remonta à
década de 40, quando começou a ser organizado em 1946, na
cidade de São José dos Campos, o Centro Técnico de
Aeronáutica (CTA), hoje denominado Centro Técnico Aeroespacial,
que, a partir de 1950, passou a abrigar o Instituto Tecnológico
de Aeronáutica (ITA).
Vários programas experimentais de desenvolvimento de aeronaves
tiveram lugar no CTA a partir da década de 50, entre eles o avião
turboélice Bandeirante. Além do EMB 110 Bandeirante, a EMBRAER
foi contratada pelo Governo Brasileiro para fabricar o jato de treinamento
avançado e ataque ao solo EMB 326 Xavante, sob licença da
empresa italiana Aermacchi. Nos anos seguintes, o desenvolvimento de novos produtos, como
o EMB 312 Tucano e o EMB 120 Brasília, seguidos pelo programa AMX,
em cooperação com as empresas italianas Aeritalia (hoje
Alenia e Aermacchi, permitiram que a Empresa alçasse um novo patamar
tecnológico e industrial. Entretanto, a acentuada crise financeira
do início dos anos 1990 fez com que a EMBRAER reduzisse consideravelmente
o seu quadro de empregados, culminando com a sua privatização,
em 1994.
A partir deste momento decisivo, a união de duas sólidas
culturas, a da engenharia e indústria, construída ao longo
das décadas passadas, e a empresarial, trouxe novas capacitações
gerenciais e financeiras e a EMBRAER iniciou um processo de retomada do
crescimento, impulsionada pelo projeto da família ERJ 145. Com
o lançamento da família EMBRAER 170/190, do jato executivo
Legacy 600, dos novos jatinhos Phenom 100 e Phenom 300, dos sistemas de
defesa ISR, do Super Tucano e da certificação da primeira
aeronave de série do mundo a operar a álcool, o Ipanema,
a EMBRAER expandiu significativamente sua atuação no mercado
aeronáutico, ampliando receitas e diversificando mercados. Em fevereiro
de 2007, foi finalizada entre a EMBRAER e a JAL venda de 10 jatos ERJ
170 para a empresa J-Air, subsidiária da empresa aérea japonesa,
com opção de compra de mais 5 aeronaves adicionais.
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