Insdústria de Etanol
Para melhor equilibrar o consumo de petróleo com a produção
de óleo no Brasil, foi desenvolvida intensa pesquisa do final da
década de 60 até o início dos anos 70, com a finalidade
de identificar uma alternativa economicamente viável ao petróleo
como fonte de combustível. O etanol, extraído da cana-de-açúcar,
foi então escolhido como alternativa. O objetivo do Programa Nacional
do Álcool (Pró-Álcool), criado em 1975, foi o de utilizar
o etanol como combustível substituto da gasolina e aumentar sua produção
para uso industrial.
As vendas de carros com motores flex fuel começaram em abril de 2003
e totalizaram 80 mil unidades naquele ano. Em 2006, mais de 56% do automóveis
vendidos, cerca de 1.400 mil veículos (descontados caminhões
e ônibus), estavam equipados com a tecnologia, que permite ao proprietário
escolher entre gasolina e etanol, conforme o preço, para abastecer
seu carro. Em geral, assume-se que consumidores optarão por etanol
enquanto o preço deste for inferior a 70% do preço da gasolina.
Os automóveis flex já representam cerca de 8 % da frota nacional
de automóveis novos e usados.
Em 2006, 51% da cana colhida foi destinada à produção
de etanol (em relação a uma média de 48-49% em anos
recentes). Naquele ano, 41 novas usinas encontravam-se em construção.
Nas últimas décadas, os ganhos de produtividade, graças
aos investimentos em tecnologia, superaram 30%, reduzindo a necessidade
de ampliar a área plantada. O cultivo da cana no Brasil usa baixo
nível de defensivos; tem o maior programa de controle biológico
de pragas do país; tem o menor índice de erosão do
solo; recicla todos os resíduos; não compromete a qualidade
dos recursos hídricos; e representa a maior área de produção
orgânica do país.
É importante reiterar que a expansão do cultivo da cana-de-açúcar
no Brasil ocorre em áreas de pastagens degradadas na região
Centro-Sul, longe da floresta amazônica (cujo solo é impróprio
para o cultivo da cana). Ou seja, a produção de etanol no
Brasil não provoca nenhum tipo de impacto seja na floresta amazônica,
seja em outros cultivos no setor de alimentos, onde o Brasil é
grande produtor, como a laranja.
Atualmente, o Brasil tem tecnologia e equipamentos para uma produção
anual de 16 bilhões de litros de etanol, com previsão de
produzir 44 bilhões de litros em 2016. Para atingir essa meta,
deverão ser expandidos investimentos em instalações
e tecnologia, equipamentos e serviços relacionados a esse tipo
de produto. Tendo propiciado grande redução do nível
de monóxido de carbono liberado pelos veículos automotores,
o uso do etanol está contribuindo com os esforços do Brasil
e do mundo para a proteção ambiental.
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