Sistema de Educação
No ano de 1900, o Brasil apresentava uma população de 17,4
milhões e um índice de analfabetismo da ordem de 65%. No Brasil
moderno, com quase 190 milhões de habitantes, o analfabetismo caiu
para menos de 11%. Essa evolução não teria sido possível
sem a universalização do ensino fundamental, uma das mais
importantes conquistas da sociedade brasileira na corrente década.
No presente, virtualmente todos os jovens entre sete e 14 anos têm
acesso à sala de aula e, portanto, a uma formação comum
indispensável para o exercício da cidadania e para o progresso
no trabalho e em estudos posteriores. Tal como fazem algumas das nações
mais desenvolvidas do mundo, o Brasil investe cerca de 6% de seu Produto
Interno Bruto (PIB) em educação.
De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional,
o sistema educacional brasileiro compõe-se da Educação
Básica (formada pela Educação Infantil, para crianças
de zero a seis anos de idade; pelo Ensino Fundamental, com duração
mínima de oito anos; e pelo Ensino Médio, com mínimo
de três anos) e da Educação Superior. A oferta é
feita por instituições públicas federais, estaduais
e municipais, em que o ensino é gratuito, e por instituições
privadas e pagas. A União organiza e financia o sistema de ensino
federal, composto por escolas profissionais, Ensino Superior e Pós-Graduação.
Os Estados e Municípios atendem a Educação Infantil,
os Ensinos Fundamental e Médio e, em algumas localidades, o Ensino
Superior. A todos os níveis de ensino, o Governo Federal presta
assistência técnica e financeira. Todos os Estados brasileiros
contam com ao menos uma universidade federal. De acordo com os dados do
censo escolar de 2005, o Brasil possui 207.234 entidades de ensino, sendo
208 federais, 33.718 estaduais, 137.793 municipais e 35.515 particulares.
O número de matrículas supera os 56 milhões.
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional regulariza,
em âmbito federal, a base comum do currículo, a carga horária
e presença mínima em aula e as formas de promoção
de série, cabendo aos Estados, Municípios e até mesmo
às escolas a normatização das peculiaridades regionais
e locais, curriculares e de calendário, de promoção
de série e a expedição da documentação
escolar de cada aluno. O Plano Nacional de Educação estabelece
metas decenais para todos os níveis e etapas da educação,
apontando para que estados e municípios criem e estabeleçam
planos semelhantes compatíveis com as metas nacionais.
Educação básica de qualidade é a prioridade
do atual Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), documento
de orientação estratégica do Governo Federal no setor.
O PDE inclui metas de qualidade para a educação básica.
Isso contribui para que as escolas e Secretarias de Educação
se organizem para o atendimento dos alunos. Também cria uma base
sobre a qual as famílias possam se apoiar para exigir educação
de maior qualidade. O plano prevê ainda acompanhamento e assessoria
aos municípios com baixos indicadores de ensino.
A alfabetização de jovens e adultos também tem recebido
atenção especial pelas autoridades federais. O Programa
Brasil Alfabetizado, criado pelo Ministério da Educação
para atender os brasileiros com dificuldades de escrita e leitura ou que
nunca freqüentaram uma escola, está recebendo alterações
para melhorar seus resultados e conduzir à erradicação
completa do analfabetismo no Brasil.
Na educação profissional, a principal iniciativa do PDE
é a criação dos institutos federais de educação
profissional, científica e tecnológica. A intenção
é que essas instituições funcionem como centros de
excelência na formação de profissionais para as mais
diversas áreas da economia e de professores para a escola pública.
Os institutos serão instalados em cidades de referência regional,
para que contribuam para o desenvolvimento das comunidades próximas
e ajudem a resolver a falta de professores em disciplinas como física,
química e biologia.
No campo da Educação Superior, o Programa Universidade
para Todos (ProUni), criado em 2004, vem possibilitando o acesso de milhares
de jovens de baixa renda à educação superior, por
meio da concessão de bolsas de estudo, integrais e parciais. Os
beneficiados são estudantes de cursos de graduação
e seqüenciais de formação específica, em instituições
privadas de educação superior, que ao aderirem ao programa
recebem, em contrapartida, isenção de alguns tributos. Os
critérios de seleção são os resultados dos
estudantes no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e o perfil
socioeconômico. As bolsas integrais são para estudantes com
renda familiar per capita de até um e meio salário mínimo,
e as parciais, de 50%, para aqueles com renda familiar de até três
salários mínimos por pessoa.
Maiores informações sobre a educação no Brasil
poderão ser obtidas na página do Ministério da Educação
na internet (http://portal.mec.gov.br)
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