O segmento mais popular dos grandes mercados do Nordeste do Brasil é o trabalho em cerâmicas e objetos de arte elaborados com barro, muitos dos quais são verdadeiras esculturas. Alguns desses artesãos locais são conhecidos não só entre os folcloristas brasileiros, mas também em círculos artísticos fora do Brasil. São nomes familiares como o de Severino, que trabalha com barro não esmaltado; Mestre Vitalino, o mais famoso dos escultores populares, talvez porque tenha assinado suas criações; e Zé Caboclo, da cidade de Caruaru, principal centro de escultura folclórica no Estado de Pernambuco. As cerâmicas retratam cenas da vida cotidiana, animais (o cavalo, o galo, e o boi Zebu) além de características religiosas (santos e padres).
Atualmente, os escultores seguem tradições deixadas pelas culturas indígenas existentes na região Amazônica bem antes da chegada dos portugueses, no século XVI.
Pelo menos quatro dessas culturas se notabilizaram pelas suas cerâmicas, como na grande ilha de Marajó, embocadura do Rio Amazonas, onde são fabricados vasos decorados com padrões de labirintos. O último dos cinco períodos arqueológicos da ilha, o Marajoara, é o mais famoso. Na região de Santarém, os índios fazem urnas e igaçabas (urnas funerárias) adornadas com armaduras de animais, transformando a fauna do Amazonas em intrigantes fantasias barrocas de homens e animais. As culturas de Cunani e Maracá (no Estado do Pará) também produziram notáveis esculturas.