As raízes do Carnaval originam-se nos antigos romanos e gregos, que celebravam os ritos da primavera.
Na Idade Média, quando a Igreja Católica tentou suprimir toda a influência pagã, falhou, tratando-se desta celebração. A Igreja incorporou o ritual em seu próprio calendário, como uma época de Ação de Graças. As nações da Europa, especialmente a França, Espanha e Portugal, agradeciam, promovendo festas, nas quais as pessoas dançavam mascaradas pelas ruas. Todas as três potências colonizadoras trouxeram esta tradição para o Novo Mundo, porém, no Brasil, ela se enraizou, com uma diferença. Não só os portugueses tinham atração por divertimentos extravagantes (eles trouxeram o "entrudo", uma brincadeira onde os foliões jogavam água, farinha, pó facial etc. nos rostos uns dos outros), mas também os escravos negros se juntaram à celebração. Eles espalhavam farinha no rosto, pediam emprestado perucas ou camisas rasgadas dos amos e se entregavam à folia durante três dias. Muitos dos amos chegavam até a deixar os escravos livres durante a festa. Como os escravos sentiam-se agradecidos por terem diversão, raramente usavam a ocasião como chance para fuga.
Antes de 1840, durante os três dias que antecediam a Quarta-Feira de Cinzas, o tumulto dominava as ruas das cidades brasileiras: pessoas mascaradas lançando bombinhas de mau-cheiro e esguichando um líquido de cheiro forte, com farinha, uns nos outros, e até mesmo causando incêndios como forma de diversão. Em 1840, a esposa italiana de um proprietário de hotel no Rio de Janeiro mudou a comemoração do Carnaval para sempre, quando decidiu enviar convites, alugar músicos, importar serpentina e confete e promover um pródigo baile de máscaras. Em poucos anos, o baile tornou-se moda e os foliões selvagens que brincavam nas ruas, desapareceram.
Hoje, o Rio de Janeiro tem o maior e mais conhecido Carnaval do mundo sendo o desfile das escolas de samba o evento mais pitoresco. As escolas de samba (cada uma chega a ter de 3.000 a 5.000 componentes) são compostas em sua maioria por pessoas de baixa renda dos subúrbios da cidade.
Em todos os carnavais, as escolas de samba do Rio competem umas com as outras e são julgadas por um júri, em vários ítens de sua apresentação. Cada uma desenvolve seu enredo a partir de um tema central, que pode ser um evento histórico ou homenagem a uma personalidade. Pode ser também uma estória ou lenda da literatura brasileira. O vestuário deve refletir a época, o enredo e o local do tema histórico. O samba também narra ou desenvolve o tema escolhido e os carros alegóricos transformam-se em cenários móveis, onde o mesmo tema é detalhado com mais profundidade.