
Informação Importante
para aqueles que querem trabalhar no Japão
Atualmente vivem no Japão cerca de 270 mil brasileiros, a maioria
composta por trabalhadoras e trabalhadores que viajaram em busca de melhores
oportunidades de emprego e renda.
O Governo brasileiro, preocupado com os efeitos da crise econômica
internacional e, em particular, com suas conseqüências sobre
a comunidade brasileira que vive no Japão, tomou a iniciativa de
elaborar um roteiro prático para os brasileiros que desejam trabalhar
naquele país. A lista de cuidados abaixo relacionada tem por objetivo
alertar esses compatriotas para os problemas que poderão vir a
enfrentar após sua chegada à cidade de destino no Japão.
MERCADO DE TRABALHO – a crise internacional está produzindo
impactos expressivos no Japão. A atividade econômica sofreu
redução drástica nos últimos meses com efeitos
diretos sobre o mercado de trabalho, tanto industrial como de serviços.
O grupo mais afetado neste momento é o de trabalhadores temporários,
cujos empregos são mais vulneráveis que aqueles com vínculos
empregatícios mais antigos. A grande maioria dos brasileiros residentes
no Japão encontra-se, atualmente, em regime de contrato temporário.
É importante ter presente que a dispensa de trabalhadores brasileiros
não configura necessariamente qualquer tipo de discriminação
com relação aos nossos compatriotas e sim uma dura conseqüência
dos tempos difíceis pelos quais atravessa a economia japonesa.
CONTRATO DE TRABALHO – os contratos firmados com as empreiteiras
("hakens") que arregimentam mão-de-obra no Brasil devem
ser mais detalhados e definir com precisão as responsabilidades
das duas partes. Lembre-se de que as "hakens" são empresas
que lucram com a contratação de trabalhadores no Brasil
e que, muitas vezes, não cumprem suas responsabilidades e nem sempre
apresentam a realidade. Outro fato que se deve ter presente é o
aumento do desemprego no Japão. Como conseqüência, a
grande maioria dos postos de trabalho oferecidos aos estrangeiros tem
sido em regime temporário, com poucas responsabilidades por parte
do empregador. A maioria dos contratos tem-se limitado a um período
inicial de apenas 3 meses. É importante, se possível, obter
contratos de maior duração. Normalmente os contratos incluem
a passagem aérea, que será paga sob a forma de desconto
mensal no salário, e prevêem moradia para o empregado durante
a vigência do vínculo empregatício.
PASSAGEM AÉREA – recomenda-se solicitar, quando possível,
passagem de ida e volta ao Brasil e não desfazer-se ou vender o
bilhete de volta. O preço do trecho de retorno terá praticamente
o mesmo valor, ou poderá ser até mais caro que o de ida
e volta e, em caso de necessidade, onerar de forma preocupante o compatriota
que desejar ou for obrigado a voltar para o Brasil. É altamente
recomendável, ademais, que o trabalhador guarde consigo seu passaporte
ao chegar no Japão. A retenção do passaporte do empregado
por parte de terceiros constitui uma ilegalidade prevista pela lei brasileira
e por tratados internacionais.
MORADIA – a oferta de moradia gratuita está normalmente
vinculada à vigência do contrato de trabalho. Uma vez terminado
o contrato, o trabalhador em geral é obrigado a desocupar o imóvel
de forma imediata ou em prazo não superior a 3 meses. A moradia
é item extremamente caro no Japão.
SEGURO SAÚDE E DESEMPREGO – o trabalhador temporário
normalmente não tem direito a qualquer tipo de seguro. Somente
contratos acima de um ano permitem o benefício do seguro desemprego
e de saúde. Além do mais, o tempo de contribuição
social no Brasil não contará no Japão, pois o acordo
previdenciário entre os dois países ainda está em
fase de negociação. O Governo brasileiro tem feito grandes
esforços junto às autoridades japonesas no sentido de oferecer
instrumentos adequados para minimizar a questão do desemprego e
de apoio aos desempregados. Há o compromisso, por parte do Ministério
do Trabalho japonês, de aumentar o número de pessoas que
falam português nas agências públicas de oferta de
empregos (tal como a "Hello Work"). Apesar da disposição
demonstrada pelas autoridades japonesas, a oferta de postos de trabalho
tem sido menor que a demanda. Os brasileiros desempregados concorrem,
portanto, com os próprios japoneses à procura de novos empregos.
ESCOLA – para os compatriotas que pretendem trazer suas famílias,
e principalmente, filhos em idade escolar, é preciso estar consciente
de que no Japão há várias escolas que ministram cursos
em português e seguem o currículo brasileiro, inclusive algumas
escolas reconhecidas pelo MEC. No entanto, a mensalidade dessas escolas
é muito alta. As autoridades japonesas estão incrementando
cursos de capacitação profissional e oferecendo curso de
japonês gratuito para estrangeiros nas escolas públicas.
Caso decida vir para o Japão, procure a prefeitura de sua cidade
de destino e informe-se sobre as aulas gratuitas de japonês para
adultos e crianças. O domínio do idioma japonês é
a melhor maneira para integrar-se à sociedade japonesa e estar
melhor qualificado para encontrar trabalho.
LÍNGUA JAPONESA - o idioma constitui uma barreira real no Japão.
Apesar da disseminação do inglês e mesmo de noções
de português em algumas áreas de maior concentração
de brasileiros, não falar japonês cria enormes dificuldades
de comunicação na vida cotidiana e constitui elemento limitador
grave para a obtenção de trabalho, desde os postos mais
básicos aos mais especializados. O aumento do desemprego tem estimulado
muitos empregadores a exigir o domínio da língua japonesa
para a contratação de mão-de-obra.
CULTURA JAPONESA – finalmente, é preciso ter presente que
a cultura japonesa é muito diferente da brasileira, ainda que os
laços entre o Brasil e o Japão sejam estreitos. Esse fato
se reflete nas formas de convivência social, nos costumes e hábitos
alimentares e, às vezes, pode gerar dificuldades no contato diário
de brasileiros com a sociedade japonesa.
Em caso de dúvidas, por favor entre em contato com agentes do
Governo brasileiro por intermédio dos seguintes endereços
eletrônicos:
Embaixada do Brasil em Tóquio: comunidade@brasemb.or.jp
Consulado-Geral em Nagóia: consulado@consuladonagoya.org
Consulado-Geral em Tóquio: consbras@gol.com
Portal Consular do MRE: http://www.abe.mre.gov.br
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